A morte de Ione Borges, aos 73 anos e por problemas pulmonares, encerrou uma carreira de 60 anos, sendo desses quase 20 anos à frente de programas femininos na TV Gazeta. Por 16 anos, a apresentadora fez dupla no lendário "Mulheres" com Claudete Troiano, esta envolvida em grande polêmica com João Kléber na década de 2000.
Ione foi contratada pela emissora paulista em 1980 para substituir Clarice Amaral e só deixaria a Gazeta em 2010. Dez anos depois, se reencontrou com Claudete durante edição comemorativa dos 40 anos do "Mulheres", atração que teve ainda Cátia Fonseca e Regina Volpato como âncoras.
Nesse intervalo, o canal da fundação Cásper Líbero concedeu à apresentadora uma decisão rara e inédita.
Um contrato vitalício firmado há 15 anos. Ao se aposentar, Ione, que não largaria o vício no cigarro, alegou problema nas cordas vocais e desgaste físico após quatro décadas de trabalho praticamente diário.
Isso porque em 1999 quando deixou o "Mulheres", a comunicadora foi apresentar um programa semanal noturno no estilo do "Hebe". Àquela altura, Claudete Troiano já havia retornado da Manchete, onde teve passagem de poucos meses, e substituiu a antiga parceira de atração vespertina.
Mais para frente e com o fim da atração que levava o seu nome, Ione migrou para o "Pra Você" e "Manhã Gazeta", outros dois programas femininos, e substituiu Ronnie Von no "Todo Seu". Mas antes de empunhar o microfone, a artista começou na carreira como modelo e manequim por volta dos 12 anos após aparecer cantando em programas infantis da Record.
Nos anos 1970, fez novela na Globo e abriu uma confecção voltada para as mulheres. O negócio, porém, não foi adiante quando Ione conheceu seu lado apresentadora de programas femininos. Com sua estreia no "Mulheres", em 1980, Ione passou a trilhar uma trajetória única e marcante nas revistas eletrônicas do horário da tarde.